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Banco de Wells: como interpretar o teste de sentar e alcançar

Para que serve o Banco de Wells?

O Banco de Wells é um equipamento utilizado no teste de sentar e alcançar. Sua escala permite registrar a distância alcançada pelas mãos durante um movimento de alcance à frente, realizado na posição sentada.

O teste fornece uma medida de desempenho relacionada à flexibilidade, especialmente à extensibilidade dos músculos posteriores da coxa, chamados de isquiotibiais. Ele não representa uma avaliação completa da flexibilidade corporal.

Como funciona o teste?

Na versão tradicional, a pessoa senta-se com as pernas estendidas e as plantas dos pés apoiadas na face do banco. Em seguida, realiza um alcance à frente com as mãos, seguindo as orientações do avaliador.

O movimento deve ser controlado, sem impulsos ou ajuda externa para aumentar o alcance. A posição dos joelhos e das mãos, o tempo de permanência e o número de tentativas devem seguir o protocolo escolhido.

A execução não deve ser forçada quando houver dor.

Como registrar o resultado?

A leitura corresponde à posição alcançada pelas pontas dos dedos na escala do equipamento.

Antes de registrar o resultado, confira onde está o ponto de referência da régua. Alguns protocolos colocam o zero na linha dos pés; outros utilizam uma escala com deslocamento.

Por isso, resultados obtidos com escalas ou protocolos diferentes não devem ser comparados diretamente.

Um resultado maior significa maior flexibilidade?

Quando a escala aumenta no sentido do alcance, um valor maior indica que a pessoa alcançou mais à frente naquele teste.

Entretanto, o resultado também é influenciado pelas proporções entre braços, pernas e tronco, pela técnica e pelo protocolo utilizado. Uma pontuação maior não significa, por si só, melhor saúde ou maior flexibilidade em todas as articulações.

O teste avalia a flexibilidade da coluna lombar?

O movimento envolve o tronco e o quadril, mas a distância alcançada não permite isolar a contribuição de cada região.

O teste não deve ser utilizado sozinho para avaliar a mobilidade lombar, diagnosticar alterações posturais ou explicar a causa de dores nas costas.

Quando necessário, o profissional deve complementar a avaliação com testes específicos.

Como acompanhar mudanças ao longo do tempo?

Para comparar avaliações, mantenha:

  • O mesmo equipamento e ponto de referência da escala.

  • O mesmo protocolo e posicionamento.

  • Condições semelhantes de preparação.

  • O mesmo critério para registrar as tentativas.

  • Sempre que possível, o mesmo avaliador.

Registre a data, o resultado e qualquer ocorrência que possa ter influenciado a execução.

Como classificar o resultado?

Utilize referências compatíveis com o protocolo, a escala e a população avaliada. Tabelas de classificação não são universais e não devem ser aplicadas automaticamente a qualquer pessoa.

O resultado deve ser interpretado junto com os objetivos e as demais informações da avaliação física.

Equipamentos para avaliação de flexibilidade

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